FIMOSE

FIMOSE
9 de abril de 2018 UrologiaVida

Por Dr. Davi Abe, médico da equipe do Urologia Vida

A Fimose é um dos problemas mais comuns no consultório do urologista e, principalmente, quando se trata de um urologista pediátrico.

Este termo provém da língua grega: Phymosis = MORDAÇA e é definida por um estreitamento da pele peniana (prepúcio) que dificulta ou impede a exposição da glande (“cabeça” do pênis), o que dificulta a higiene e facilita infecções.
90% das crianças nascem com o prepúcio ainda aderido á glande. Isto é uma condição normal, que pode evoluir naturalmente para a exposição da glande com o decorrer do tempo de maneira que, aos 3 anos de idade, 90% das crianças não terão mais esta dificuldade.
De qualquer maneira, cada criança deve ser avaliada individualmente. O exame físico ou dados de história, como infecções locais e até mesmo dificuldade para urinar pode indicar a necessidade de correção precoce. Quando necessária, dois são os tipos de tratamento atuais para crianças com fimose:
1 – Cremes com corticóide (antiinflamatório) + enzima proteolítica com resultados bons que variam de 50 a 70% dos pacientes.
2 – Cirurgia (Postectomia) – Realizada com anestesia local + geral inalatória com alta no mesmo dia.
Quanto ao pós-operatório, os primeiros 5 dias podem ser um pouco trabalhosos, pois o pênis é um órgão sensível e fica inchado inicialmente, o que vai melhorando com o tempo e alguns cuidados locais.
Temos tido também, experiência com circuncisão neonatal – seja por motivo religioso, seja por necessidade – infecções, dificuldade para urinar ou mesmo pelo desejo dos pais, que vivenciaram o sofrimento do irmão mais velho e quiseram evitar que o irmão mais novo tivesse que viver esta mesma situação. Geralmente, a cirurgia é bem tranqüila, apenas com anestesia local e a recuperação costuma ser bem melhor que a criança mais velha.
E quanto à fimose do adulto – isto ocorre?
Será que passou desapercebido dos pais e o paciente foi procurar apenas quando adulto?
Esta situação é mais comum do que se pensa:
1- Uma fimose discreta pode vir a manifestar-se quando o paciente inicia ereções (adolescente/ adulto jovem) proporcionando uma sensação de garroteamento da haste peniana quando da ereção e atrapalhando as relações.
2 – Pode ocorrer a chamada fimose secundária – decorrente de infecções locais, que levou a uma retração (cicatriz) da pele peniana. É comum em diabéticos, associado ao fato da irritação e lesões desta pele (balanopostites). Nos dois casos, a cirurgia está indicada. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde recomenda a Postectomia como uma forma de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e diminuição do risco de câncer de pênis.
Conclusão: a fimose é um problema freqüente que acomete crianças como adultos e o tratamento cirúrgico – Postectomia tem sido cada vez empregado devido aos benefícios que foram citados em relação aos baixos riscos do procedimento.

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