INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA POSSUI TRATAMENTO E PODE OCORRER EM QUALQUER IDADE

INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA POSSUI TRATAMENTO E PODE OCORRER EM QUALQUER IDADE
10 de abril de 2018 UrologiaVida

Por Davi Abe e Marcello Pinheiro , médicos da Equipe Urologia Vida

 

A Incontinência Urinária é a perda involuntária da urina pela uretra e consiste em uma alteração na saúde de homens e mulheres, que traz grande impacto na qualidade de vida de quem a possui. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), as mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar esta condição do que os homens. Por isso, vamos falar neste texto sobre a Incontinência Urinária Feminina, que pode ser classificada, basicamente, em três tipos:

1. Incontinência Urinária de urgência – Associada às contrações involuntárias (contrações da musculatura da bexiga sem o comando consciente da pessoa).

2. Incontinência Urinária de esforço – Associada, geralmente, à idade avançada, múltiplos partos prévios ou cirurgias ginecológicas, tais como a histerectomia.

3. Incontinência Urinária mista – Associação das duas causas de incontinência citadas acima.

O diagnóstico é feito a partir de uma consulta bem elaborada e exame físico completo, podendo necessitar de exames complementares como o de urina, ultrassonografia e estudo urodinâmico – exame específico que revela o funcionamento do trato urinário inferior como bexiga e uretra. O tratamento é baseado em mudanças de hábito e comportamento, que implica, muitas vezes, em alterar a quantidade de líquidos ingerida e evitar alguns alimentos ou mesmo o tratamento medicamentoso, geralmente voltado ao controle da bexiga hiperativa. Existe espaço também para uma fisioterapia específica, chamada de fisioterapia de assoalho pélvico, que pode contribuir com os resultados.

Quando não há uma boa resposta às medicações, pode ser indicado o uso do botox intravesical ou neuromodulação, como se fosse um marca-passo da bexiga. Existe também o tratamento cirúrgico da Incontinência Urinária Feminina de esforço, o chamado “sling”, uma pequena faixa sintética implantada por pequenos cortes, que é ajustada como suporte à uretra. Este procedimento é considerado minimamente invasivo, com alta no mesmo dia ou no dia seguinte, podendo trazer bons resultados em até 90% das pacientes com essa afecção.

Acima de tudo, é importante procurar um bom urologista que atenda com paciência e atenção para ter um diagnóstico preciso e que explique corretamente as alternativas de tratamento. É uma grande alegria quando nós, urologistas, percebemos que a qualidade de vida de nossas pacientes foi restaurada ao pararem de perder urina, deixando de utilizar fraldas ou forros.

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