VIGILÂNCIA ATIVA NO CÂNCER DE PRÓSTATA LOCALIZADO

VIGILÂNCIA ATIVA NO CÂNCER DE PRÓSTATA LOCALIZADO
10 de abril de 2018 UrologiaVida

Atualmente alguns pacientes com câncer de próstata podem ser considerados como de muito baixo risco (bem diferenciados – Gleason 6, com volume limitado e PSA baixo), e podem fazer parte de um seleto grupo em que não são tratados, mas acompanhados através de protocolos de vigilância ativa (ou em inglês, Active Surveillance).

Com o melhor entendimento do câncer de próstata, sabemos que alguns tipos de tumores têm característica bastante indolente, e dificilmente levarão à metástases e ao óbito. Nesses casos, o tratamento (seja com cirurgia ou radioterapia) não só pode não trazer benefícios em relação à sobrevida, como pode levar a sequelas indesejadas, como a incontinência urinária e a impotência sexual. O protocolo de vigilância ativa visa então evitar o supertratamento desses doentes e seus possíveis efeitos adversos.

A doença é então monitorada com exames periódicos (PSA e toque retal) e a biópsia é repetida de tempos em tempos. Durante o seguimento, os tumores que crescerem ou exibirem características agressivas serão tratados, enquanto os considerados estáveis e com crescimento limitado, poderão continuar o acompanhamento.

 

Dr. Bruno Hurtado, médico urologista da equipe Urologia Vida

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